Cirurgia de hérnia: quando operar e qual técnica escolher
Um caroço ou abaulamento na barriga que aparece quando você tosse, faz força ou passa muito tempo em pé, e some quando deita. Esse é o retrato mais comum da hérnia, um dos problemas mais frequentes no consultório de cirurgia do aparelho digestivo.
Quem recebe o diagnóstico costuma chegar com as mesmas dúvidas. Toda hérnia precisa de cirurgia? Qual técnica é melhor? A tela é segura?
Neste texto, o Dr. Igor Cangussu, cirurgião do aparelho digestivo em Juiz de Fora, explica os tipos de hérnia, os sinais que merecem atenção, quando a cirurgia é indicada e como ela funciona em cada técnica (aberta, por vídeo e robótica).
O que é uma hérnia
A parede abdominal é formada por camadas de músculos e tecidos fibrosos que mantêm os órgãos dentro da barriga. A hérnia acontece quando surge um ponto fraco ou uma abertura nessa parede, por onde a gordura ou parte do intestino escapa e forma um abaulamento.
Esse ponto fraco pode existir desde o nascimento ou aparecer ao longo da vida. Alguns fatores aumentam a pressão dentro da barriga e favorecem o surgimento de hérnias:
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esforço físico intenso ou levantar peso com frequência
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tosse crônica, como em fumantes
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prisão de ventre, com esforço para evacuar
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sobrepeso e obesidade
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gestação
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cirurgias abdominais anteriores
Tipos de hérnia mais comuns
A hérnia recebe o nome do local onde aparece:
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Hérnia inguinal: na virilha. É o tipo mais comum e aparece com mais frequência em homens.
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Hérnia femoral: também na região da virilha, um pouco mais abaixo. É mais comum em mulheres e tem risco maior de complicação.
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Hérnia umbilical: no umbigo. É frequente depois de gestações e em pessoas com sobrepeso.
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Hérnia epigástrica: na linha do meio da barriga, entre o umbigo e o estômago.
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Hérnia incisional: na cicatriz de uma cirurgia anterior, onde a parede abdominal ficou mais frágil.
Sintomas de hérnia e sinais de alerta
O sinal mais comum é um abaulamento que fica mais evidente com esforço ou em pé e diminui ao deitar, às vezes com sensação de peso ou desconforto no local. Algumas hérnias não doem, o que não quer dizer que possam ser ignoradas.
Quando a hérnia vira urgência
O que mais merece atenção é a possibilidade de o conteúdo da hérnia ficar preso e não voltar para dentro da barriga, a chamada hérnia encarcerada. Se a circulação desse conteúdo for comprometida, ela passa a ser estrangulada, uma situação de urgência cirúrgica.
Toda hérnia precisa de cirurgia?
Não necessariamente. A decisão depende do tipo, do tamanho, dos sintomas e do risco de complicações de cada paciente.
O que vale saber é que a hérnia não costuma desaparecer sozinha e tende a crescer com o tempo. A cirurgia é o tratamento capaz de corrigir o defeito na parede abdominal. Cintas e faixas podem aliviar o desconforto, mas não fecham a hérnia.
Em situações específicas, como hérnias inguinais pequenas e sem sintomas ou pacientes com risco cirúrgico elevado, o médico pode optar por acompanhar. Já as hérnias que causam dor, que estão crescendo ou que têm maior risco de encarcerar, como a femoral, costumam ter indicação de correção cirúrgica.
Como é a cirurgia de hérnia
O objetivo da cirurgia é devolver o conteúdo da hérnia ao lugar e reforçar a parede abdominal para reduzir a chance de ela voltar. Pode ser realizada apenas com pontos ou com telas.
O que é a tela e por que ela é usada
A tela é feita de material sintético compatível com o organismo. Depois de colocada, ela se integra aos tecidos e funciona como um reforço da parede abdominal, o que diminui de forma importante o risco de recidiva, ou seja, a hérnia voltar. Em hérnias muito pequenas, a correção pode ser feita só com sutura, conforme avaliação.
As três técnicas: aberta, por vídeo e robótica
A hérnia pode ser corrigida por três caminhos diferentes. Todos têm o mesmo objetivo, fechar o defeito e reforçar a parede abdominal, e o que muda é a forma de acesso, o tempo de recuperação e os casos em que cada um faz mais sentido.
Cirurgia aberta: feita por uma incisão sobre a hérnia, por onde o cirurgião corrige o defeito e posiciona a tela. Na hérnia inguinal, a técnica mais conhecida é a de Lichtenstein.
Cirurgia por vídeo (videolaparoscopia): feita por pequenas incisões, por onde passam uma câmera e instrumentos finos, com a tela colocada por dentro da parede abdominal.
Cirurgia robótica: também feita por pequenas incisões, com o cirurgião comandando braços robóticos a partir de um console, com visão em 3D ampliada e instrumentos articulados.
Qual é a melhor técnica?
A melhor técnica é a que se encaixa no seu caso. As abordagens por vídeo e robótica costumam trazer menos dor, cicatrizes menores e retorno mais rápido à rotina. A cirurgia por vídeo ainda permite tratar, na mesma cirurgia, uma possível hérnia do outro lado que não teria sido percebida, e a robótica acrescenta precisão em hérnias maiores e reconstruções da parede abdominal.
A cirurgia aberta continua sendo uma opção segura e eficaz. Ela tem bons resultados em hérnias menores, pode ser feita com raquianestesia ou anestesia local com sedação e costuma ser a escolha para pacientes que não podem receber anestesia geral.
Mesmo assim, tipo e tamanho da hérnia, cirurgias anteriores, outras doenças e a rotina do paciente entram nessa conta. Quando o cirurgião trabalha com as três abordagens, a escolha pode ser feita de acordo com o que cada caso pede.
Cirurgia de hérnia em Juiz de Fora
Perceber um caroço novo no corpo ou receber o diagnóstico de hérnia costuma trazer muitas dúvidas, e é natural sentir receio de uma cirurgia. Na consulta, o Dr. Igor examina a região com calma, explica o que está acontecendo e conversa com você sobre o melhor caminho para o seu caso, seja acompanhar, seja operar.
Cirurgião do aparelho digestivo (CRM-MG 58375, RQE 41235), o Dr. Igor Cangussu é especialista em cirurgia minimamente invasiva e Diretor Clínico do HMTJ. Ele realiza cirurgias abertas, por vídeo e robóticas, e acompanha o paciente de perto, desde o primeiro atendimento até a recuperação completa.
O consultório fica no Spazio (ProSport), em Juiz de Fora. Se quiser conversar sobre o seu caso, é só agendar uma avaliação.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica individual.
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